Até alguns anos atrás, existia uma clara distinção entre vida pessoal e profissional. Você saía de casa todos os dias para ir trabalhar, terminava seu expediente e voltava para casa, esquecendo do trabalho.

Mas, com a pandemia de coronavírus e a necessidade de fazermos isolamento social, isso tudo mudou drasticamente. Passamos a trabalhar em casa, conciliando nossos espaços e vidas privadas com o trabalho.

Somado a isso, temos a tecnologia. Ela nos permite acessar servidores remotos, trabalhar em nuvem e de forma colaborativa. Podemos falar com nossos clientes em tempo real por meio de chats, plataformas internas e videoconferências.

Além disso, com esse novo cenário, também nos tornamos mais produtivos. Com o auxílio da tecnologia certa, podemos otimizar tarefas repetitivas e nos dedicar a atividades mais estratégicas. E uma das consequências disso é a redução da demanda por parte de trabalhadores que só executam tarefas operacionais.

Com mais pessoas buscando uma colocação e menos oportunidades no mercado, a tendência é o achatamento da remuneração para quem executa somente tarefas operacionais. Quem se destaca mesmo é aquele que sabe usar seu conhecimento para gerar valor, algo que as máquinas ainda são incapazes de fazer.

E, se você parar para refletir sobre isso por alguns minutos, vai perceber que este cenário está evoluindo muito rápido. Exemplo disso é que 90% de todos os dados mundiais foram criados apenas nos últimos dois anos.

Um dos reflexos desse avanço acelerado da tecnologia é que o mercado educacional não consegue acompanhar tal velocidade. Então, quem vai se formar daqui a cinco anos na faculdade já conclui o curso superior desatualizado em relação às exigências de sua época.

O resultado disso são poucos profissionais realmente qualificados no mercado para atender às novas demandas que surgem dia a dia.

E, por mais que se tente correr contra o tempo, esse período de adaptação vai demorar um pouco até que tenhamos novos formatos educacionais que estejam realmente alinhados com esse progresso constante.

Isso gera uma crise econômica, em virtude da falta de talentos. Mas, ao mesmo tempo, traz uma verdadeira revolução no modo como as pessoas devem planejar e desenvolver suas carreiras.

E é neste contexto que a mentoria de carreira fará toda a diferença. Continue a leitura e entenda como chegamos até esta realidade e como você poderá se destacar sendo um mentor de carreira!

A disrupção no mercado de trabalho causada pela tecnologia

Disrupção no mercado de trabalho

Na primeira Revolução Industrial (1760-1840) as pessoas tiveram cerca de 80 anos para se adaptar às mudanças que se operavam, como a mecanização do trabalho. Na segunda (1870-1940), o período de adaptação foi um pouco menor: 70 anos.

A terceira, chamada de Revolução da Informação, começou na década de 1950 e se estendeu até meados de 2010, completando cerca de 60 anos. E a quarta, que estamos vivendo agora, promete ser ainda menor. Tudo graças à velocidade com que as tecnologias são desenvolvidas e aplicadas ao mercado.

E o que isso significa? Basicamente, que temos menos tempo para nos adaptarmos a essas constantes mudanças. Algo que percebemos facilmente quando vemos modelos educacionais ultrapassados tanto nas escolas quanto nas universidades e a falta de políticas públicas para reduzir esse distanciamento entre realidade e sistema de ensino.

Tudo isso gera uma disrupção no mercado de trabalho. Ou seja, precisamos de pessoas altamente qualificadas, mas se torna cada vez mais difícil encontrá-las. Nesse sentido, quem conseguir se adaptar e sobreviver no mercado de trabalho nos próximos anos terá conseguido isso por iniciativa própria, de forma autodidata ou independente.

Mas como eliminar essa lacuna? Olhando para sua carreira por um viés mais humano, compartilhando seu conhecimento com as outras pessoas. Ou seja, tornando-se um mentor de carreira.

As novas relações comerciais e o indivíduo como empresa

Profissional que sabe usar seu conhecimento

Até alguns anos atrás, nós tínhamos um modelo muito claro de relação de trabalho: patrão (empresa) e empregados. Mas esse formato vem mudando rapidamente com o desenvolvimento das novas tecnologias.

O trabalho braçal é, cada vez mais, substituído por máquinas e inteligência artificial, o que gera uma demanda por outro tipo de profissional no mercado: aquele que sabe usar seu conhecimento para fazer aquilo o que as máquinas não podem fazer.

É o caso, por exemplo, de negociações comerciais, atendimento psicológico, planejamento estratégico, entre tantas outras tarefas que demandam um tipo de raciocínio que só o ser humano tem.

E, se você observar atentamente, a medida da produtividade desse tipo de profissional não está relacionada à quantidade de horas dedicadas à empresa, mas sim ao resultado final que ele pode gerar.

Nesse sentido, esses profissionais não precisam mais ser empregados, cumprir um determinado número de horas todos os dias ou se relacionar com apenas uma empresa. Eles podem gerar resultados muito maiores tornando-se eles mesmos empresas, oferecendo seu conhecimento através de mentorias.

Você já pensou em ser esse profissional?

Um engenheiro mecânico com ampla experiência em indústrias pode ajudar outros engenheiros a se saírem bem na profissão. Uma mulher que foi CEO de uma grande empresa pode mentorar outras mulheres que desejam chegar ao mesmo cargo.

Isso nos leva a um novo formato de relações comerciais, em que não existe mais patrão e empregado, mas sim pessoas trocando conhecimentos e habilidades.

E quando você ajuda outra pessoa a ter sucesso em sua carreira, automaticamente você constrói a sua reputação no mercado e atrai mais pessoas interessadas em resolver os mesmos problemas.

Em suma, conquista seu lugar ao sol com muito mais flexibilidade e capacidade de escalar seus ganhos.

Vida pessoal e vida profissional se mesclam

Vida pessoal e vida profissional

No formato antigo de trabalho, nós tínhamos tudo bastante definido: cargo, horário de trabalho, remuneração mensal. Inclusive, o limite do crescimento dentro da empresa já ficava evidente para a maioria das pessoas.

Com a transformação que estamos vivendo, esse cenário já começa a ficar um pouco mais complexo.

Se o que você entrega como fruto do seu trabalho não são horas cumpridas, mas sim habilidades e resultados, significa que você não precisa ter um horário fixo de trabalho.

Muitas vezes, sequer precisa estar presente fisicamente para gerar o resultado que  o seu cliente espera. E, se o que você gera é valor, não carga horária cumprida, sua remuneração também não precisa ter um teto. Ela se torna equivalente ao resultado que você é capaz de gerar.

Consegue ver a revolução na forma como estamos acostumados a olhar para o mercado de trabalho?

Com essas transformações, é possível escalar a quantidade de pessoas impactadas com a mesma solução e dar maior atenção ao relacionamento. Ou seja, enquanto a tecnologia se encarrega do operacional, você se encarrega do lado humano.

Nesse sentido,  a possibilidade de trabalhar em qualquer lugar e a qualquer hora se torna bastante real. Além da capacidade de ter clientes em qualquer lugar do mundo.

Se por um lado a tecnologia permite que você expanda sua área de atuação e conquiste clientes onde quer que seja, por outro, nem sempre as pessoas vão te buscar por uma competência técnica, também chamada de hard skill.

Pode ser que um potencial cliente necessite da sua habilidade de liderança ou de mediação de conflitos, por exemplo. Competências essas que são comportamentais, mais subjetivas e humanas. Além de serem adquiridas muito mais com a experiência do que com cursos e pós-graduações.

Ou seja, é possível se tornar um mentor de carreira de sucesso fazendo aquilo que é natural em você, que já está consolidado na sua mente pelos anos de prática. E aqui, sua vida profissional certamente começa se mesclar com a sua vida pessoal, pois você elege fazer aquilo que mais gosta.

Você pode ser um administrador que sabe muito de artesanato em madeira, por exemplo. E usar esse hobby para gerar mais valor não só para os seus futuros clientes mas para si mesmo.

Pode ser, ainda, uma bióloga que tem muita afinidade com idiomas e se tornar uma mentora para outras pessoas que querem aprender novos idiomas.

Essa nova configuração do mercado permite que as pessoas busquem maior realização pessoal em suas atividades profissionais, ao mesmo tempo em que se tornam melhor remuneradas por aquilo que fazem. Tudo isso independentemente de ter que passar anos na cadeira da universidade.

O papel do mentor de carreira nesse novo cenário

Mentor

Quando uma pessoa começa a sentir dificuldade de crescer na carreira, obter novas oportunidades e melhorar sua remuneração, ela começa a se fazer alguns questionamentos:

  • O que estou fazendo de errado?
  • Como posso melhorar minhas habilidades?
  • Como evoluir na minha carreira?
  • Como não ser substituído por máquinas?

Tudo isso começa a se refletir na necessidade de uma orientação especializada. E é aí que você entra como mentor de carreira. Esse profissional é o mais qualificado para ajudar pessoas que não sabem muito bem para onde direcionar suas trajetórias profissionais.

Como mentor de carreira, você poderá ajudar outras pessoas a identificar suas competências e habilidades e como elas podem ser usadas para ampliar suas oportunidades de atuação no mercado.

Você também pode ajudar seus mentorados a construir um posicionamento de mercado e definir qual é o melhor caminho para eles.

Seguir como contratado ou se tornar um profissional autônomo? Tornar-se um empreendedor seria melhor? Que tipo de habilidade eles precisam desenvolver para se tornarem bons naquilo que pretendem fazer?

Essas muitas outras perguntas são feitas por centenas de profissionais todos os dias. Você já pensou em ser a pessoa que as ajuda a solucioná-las?

Como você pode se tornar um mentor de carreira

Se você quer se tornar um mentor de carreira, precisa seguir algumas etapas essenciais nessa nova jornada:

1. Identifique seus dons, habilidades e experiências

Você não precisa ser um PhD para começar um negócio de mentoria de carreira. Mas deve compreender quais dos seus dons, habilidades e experiências podem ajudar outras pessoas a se desenvolverem profissionalmente.

Digamos que você trabalhou muitos anos como gestor de equipes de TI (Tecnologia da Informação). Uma possibilidade seria iniciar um programa de mentoria de carreira para profissionais de TI que desejam se tornar gestores. Ou então, trabalhar um ponto específico, como liderança para gestores de TI.

É importante que você segmente seu mercado de acordo com o público que você pode ajudar. Sendo profissional de TI, talvez você não seja o mentor de carreira mais indicado para alguém que trabalha com contabilidade, por exemplo. Afinal, seu conhecimento de contabilidade pode não ser suficiente para entender o dia a dia dessa área e os desafios enfrentados pelo potencial mentorado.

2. Tenha clareza de que é um negócio

Se você quer fugir da ideia de remuneração por hora trabalhada, precisa compreender que sua mentoria de carreira será um negócio. Caso contrário, ficará limitado em relação aos seus ganhos e também em possibilidade de crescimento.

Nesse sentido, é fundamental desenvolver um pensamento de empresário. Crie um planejamento estratégico para o seu negócio de mentoria de carreira. Construa um programa consistente, que possa evoluir com o tempo e agregar cada vez mais valor para os seus mentorados. Planeje-se financeiramente também e desenvolva uma estratégia de marketing e vendas.

3. Tenha um mentor

Começar um negócio de mentoria pode transformar a sua vida. Então que tal começar com tudo certo, sem erros? Isso é possível se você confiar em um mentor que possa direcionar suas decisões e ajudar você a construir um negócio de sucesso.

Melhor ainda se for uma pessoa que já passou por essas etapas, ou seja, deixou um emprego formal, empreendeu e criou seu próprio negócio de mentoria. Assim, fica mais fácil ter acesso a informações e experiências reais.

É por isso que eu criei a Hora do Mentor. Um programa online, ao vivo, gratuito e semanal, que te ajuda a desenvolver seu programa de mentoria. Em cada encontro, conversamos sobre planejamento estratégico, marketing, vendas e tudo o que é necessário para que você seja um mentor de sucesso. Inscreva-se agora mesmo!